quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Poemas guardados (não mais)

Para quer complicar, era só eu chamar
Vem pra cá!
Esse seu beijo doce, abraço quente
Manda embora o orgulho
Que não quer bem à ninguém
Só faz bem pro ego
Que de tanto ser ferido está cego
E precisa do orgulho pra se animar
Mas não quero mar agitado
Quero mar de maré baixa
E você é minha lua nova.

Rabiscos antigos digitalizados.

Uma parte de mim diz que estamos perdendo tempo, e me aconselha sair correndo, abraçar, gritar;
-Chega mais pra perto, de onde nunca devia ter saido.
Mas outra parte me diz que precisamos de um tempo, é.
Tempo para o coração se conflitar com a mente, tempo para observar os pensamentos aflitos.
Se tudo fosse somente sol... que coisa mais amena. Não quero tudo sempre igual. Se para ter um céu colorido por 7 tons é necessário tempestade, então ela que venha! Nem que nós a façamos em um copo.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Mais uma carta para a gaveta das que nunca serão entregues.



'Porque depois de tanta festa, muita zona e muita
bebedeira
Todo o brilho, glamour e moda
Todo o pandemônio e a loucura
Chega uma hora que tudo fica cinzento
E você fica olhando para o telefone no seu colo
Você espera, mas as pessoas nunca ligam de volta
É assim que a história se desenrola
Podemos fingir que os aviões na escuridão da noite
são como estrelas cadentes.'




Todas as coisas que diziam a nossa música; 'nós nunca estaremos em mundos separados', 'quando o sol brilhar nós brilharemos juntas', 'as pequenas coisas nunca estarão entre nós'... hoje me parecem tão vagas, momentâneas. 
Mas em meio dessas frases vazias, há uma jura de que seria tua amiga para sempre, e mesmo que eu não queira, eu sempre cumpro o que prometo.
Todos me perguntavam como eu conseguia estar ao teu lado por tanto tempo, que não temos nada em comum. Pobre deles, não tem a paciência para suportar defeitos, nunca conhecerão as qualidades mais profundas, escondidas. E quanta paciência eu tive, perseverança. 
É difícil se desprender de uma amizade tão antiga, por isso eu tentei não deixar todo esse tempo ter ido em vão, mas só joguei mais dele fora. 
A quase um ano atrás, eu deixei todo o orgulho que não tenho de lado. Tentei juntar todas nossas memórias, daquelas que congelamos num pedaço de papel, porém, são tantas, que não caberiam em um pedaço de metal. É, você não estava la, mas foi melhor... quando chegasse de mais uma festa superficial veria um presente tão intimista, pensei eu, todo aquele brilho, mesmo que tão glamouroso, cansa e é fútil, e esse presente, mesmo que tão simples, é verdadeiro.
Mas eu me enganei, são poucos os que veem o verdadeiro sentimento das coisas, são poucos os que não vivem para imagem, mas não lembram que quando morrerem não precisarão estar bonitos em seus caixões se não tiver ninguém para ir vê-los.
Me perguntava 'aonde eu errei?', sofrendo inutilmente por uma perca que nunca aceitei. Já achei meu erro, e dizem que consequentemente a aceitação viria. Mas ainda não veio...
Não fui a amiga que você queria ter. 
Não tenho os melhores sapatos, roupas e acessórios no meu guarda roupa, na verdade, nem os piores. Não posso ficar após as 23:00 fora de casa, portanto, não vou as festas mais badaladas. 
Não tenho um cabelo invejável (ele está BEM longe disso), nem um lustre pendurado no umbigo, ou lustres para perdurar na orelha. Não me maquio como uma palhaça, escondendo toda pouca beleza real que tenho. Não tenho o que mais parece uma espinha brilhante e inflamada no nariz, não ganho dinheiro a hora que eu quero de papai e mamãe, não deformo meu rosto com sorrisos para estar na roda dos mais populares, e inúteis. Não escuto uma música por seu ritmo ou por que todos a escutam, e sim por sua letra ou pelo o que ela me faz sentir.  
É, me desculpe por tantos erros.
Talvez um dia eu vire uma alienada, e terei muitos amigos.
Mas enquanto isso, eu quero ser eu, e continuar com poucos, bons, e verdadeiros.
Você vai estar sempre nessa lista, mas não estou mais na tua, faz tempo...




Mais jóias para sua caixa de ouro, menos ideias para sua massa cinzenta.

sábado, 17 de julho de 2010

re200volts


As pessoas são difíceis de serem compreendidas. Vivem dizendo que odeiam falsidade, em seus 'quem sou eu', em rodinhas de amigos, em público. Mas quando estão particularmente com seus confidentes difamam todos e mais um pouco... Mas sempre dizendo que querem a ausência de falsidade e nem começam por mudar elas mesmas. Eu sou uma pessoa que quer ser diferente, pode me enxergar como exagerada, chata, do contra, revoltadinha, que quer se aparecer, digam o que quiserem, não sei se é culpa dos astros ou da minha criação ou da minha mente inconstante, só sei que quero ser diferente, não no sentido de ser melhor do que os outros ou me destacar na multidão, quero ser diferente pro mundo, fazer algo que marque, mudar injustiças. Nem sempre isso faz você se destacar, sem importante ou popular, as pessoas nem notam, isso quando não te deixam de lado! Mas em fim, eu quero ser diferente pra relizar meu ego, de não ter vivido em vão. Então de tanto as pessoas dizerem desde que me entendo por gente, de que mentir é feio, de que falsidade é algo ruim, resolvi ser verdadeira. É, sou assim, 8 ou 80, tudo ou nada. E sabem o que descobri? As pessoas REALMENTE não gostam da verdade, não mesmo. Vai dizer que não gosta de alguém? Todo mundo vem dizendo que não é bem assim, que tem que guardar pra você, a que isso, depois ficam falando mal pelas costas e na frente da pessoa são os melhores amigos! Prefiro ser taxada como alguém com poucos amigos por causa da língua afiada, mas prefiro assim, eu não preciso disso, e não ta me fazendo nenhuma falta ter que ficar o dia inteiro com um sorriso falso deformando meu rosto pra pessoas que eu tenho mais é vontade de mandar tomar no cú. E os que vem reclamar dizendo que tem que amar tudo e todos,(mesmo que vc não ame, resumindo: ser falso) só digo uma coisa, odeio gente que quer se fazer de certinha. Você nasceu de uma boa fudida, todos nós viemos de uma porra e ninguém é nada mais que isso, então chega desse bla bla bla sobre amor ao próximo e o caralho a 4. Agora vou ser eu mesma, se não aguenta não vem encher o saco.

Quebre a rotina.

Hoje tive que chegar atrasada em casa depois do trabalho, e meu namorado estava aqui esperando sentado. Mas é que não pude evitar, tive que ir ver o pôr do sol depois de tanto tempo sem tempo, para parar e apreciá-lo, e nem foi por vontade própria, ele me chamou, lançou o tom mais alaranjado pra cima dos ipês que me acompanham no caminho de voltar para casa.
Desci correndo a avenida oposta, e chegando na última rua da cidade, sem prédios, sem nenhuma interferência, la estavam dois blocos enormes de concreto, aqueles que usam pra saneamento, aonde passa o esgoto, é. Perfeitos para eu subir e sentar. Encostei minha Jurema parceira de sempre e fiquei la com os olhos fixos, com o sol me cegando ,por pouco tempo, por que o sol se põe tão rapidamente que seus olhos podem captar! E aquilo me trouxe paz... o vento gelado cortando meu rosto e depois passando pelo campo de algo que parece ser trigo, com alguns orvalhos. Aquele vento levou embora minhas angústias, me devolveu a paz. E agradeço por conseguir me renovar com o que pra maioria é apenas, o fim de mais um dia de rotina.

Nem tão doce assim.

Num reino distante nasceu Branca de Neve,
Tinha lábios tão vermelhos quanto as rosas do jardim e pele branca como a neve.
Mas não se engane. Não há nada de meigo. Seus lábios são vermelhos por conta de sua ansiedade, sabem qual a melhor coisa pra ansiedade? morder.
Mas anseio pelo o que? A pior ansiedade é aquela por esperar algo que não existe, nunca chega, nunca vai chegar.
E sua pele além de branca como a neve, era fria como tal.
E não só a pele.
Não há nada de meigo no sorriso contido, é só pelo mistério de não lhes mostrar os dentes. Para ela mostrar algo além do superficial nos deixa vulneráveis.
Guarde tudo pra si mesma, pensava ela, até que a bruxa lhe deu a maçã com a poção da verdade, esperando que a Branca de Neve lhe contasse tudo que se passava pela mente dela, seus sentimentos, seus pensamentos, emoções.
E pra surpresa da bruxa não saiu nada da boca da princesa, apenas um suspiro, que ela deduziu ser de ausência, saudades. Ausência de sentimentos, pensamentos e emoções.
Tão vazia gelada e branca, como a neve.
Então, faz mais de um ano que a gente se conhece, nem parece.
Minha mãe diz que eu sou tão afobada, quero viver tudo agora, mas eu ainda tenho muito pela frente, mas não é assim, olha como o tempo passa rápido! Quero aproveitar cada segundo. E não que aproveitar cada segundo seja estar sempre em alguma festa ou sempre namorando, aproveitar cada segundo é estar sempre ciente de que este segundo, é o que faz a sua vida, é viver com toda máxima intensidade, nem que seja o choro, principalmente o sorriso. 
Ver beleza no que quase ninguém vê; como na inocência de uma criança brincando, lembrar que já fomos assim: o mundo era tão lindo, as pessoas nos chamavam de boneca o tempo todo e quando a gente chorava logo tinha alguém pra nos dar afago, e era tudo muito fácil.
E tentar resgatar, por que se antes era assim, por que não pode ser mais? 
Bom, esse é meu jeito de ver a vida, de aproveitá-la, não deixar passar em vão! Guardar o que é bom, tirar experiência do que não for, e seguir em frente.
Qual o seu jeito de se sentir bem?
Descobriu? Ponha em prática de agora em diante!