quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Desabafos metafóricos.

Se a morte é um fato maior talvez que a própria vida, então, seria hipocrisia quando, por exemplo, alguém descobre uma estimativa de quando vai partir e começa a se torturar por isso? Sendo que todos nós sabemos que um dia iremos morrer mesmo. Sabemos que tudo um dia tem um fim.
Talvez possamos aproveitar melhor cada segundo, melhor do que se não soubéssemos, já que sabendo que tem data de validade, fica mais consistente, mais real, mais próximo mesmo que a data esteja longe, você pode apalpar o fim, você tem a consciência de que é um fato, mas... Você não pode fingir que nunca vai acontecer, criar uma fantasia, como a maioria das pessoas. Você não tem mais forçar ou esperanças de fazer planos, pra que? 
Para que continuarmos vivendo? 
Para morrer?

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Não tem você para dizer 'imagine que não tem ninguém la fora, estamos só nós dois aqui' e que o mundo era só nosso.
Estou debaixo das cobertas tentando criar o meu mundo, mas só consigo me sentir no nosso, e você não está nele. Aqui debaixo esperando que quando eu o tirar da cabeça eu acorde do pesadelo e que tudo esteja normal, como antes.
Pra não perder a viagem, fiquei vagando nele por muito tempo, como uma alma que não consegue permissão para descansar em paz. Acabei me deparando com lugares e lembranças que estava evitando a muito tempo. Que vitória não ter chorado até então, mas o mundo é meu hoje, e vou me permitir sentir. Via um filme de tudo, sendo telespectadora de uma cena em que eu mesma fui a atriz principal. Entre tantas histórias passando, um me fez parar; alguém reclamando de quando ela comia cebola, mas não 'resestia' ao seu beijo mesmo assim, uma louca correndo nua na grama enquanto chovia, e ele olhava encantado achando aquilo a coisa mais pura do mundo, com um sorrisinho no canto do rosto, e ela o abraçava não sem antes acontecer uma pequena luta física, e depois tinham que lutar para pararem de se abraçar. Eles programavam milhares de coisas para no fim ficarem assistindo algo, ou tentando, tudo sempre acabava em... e ao fim de tudo o que ela mais gostava era admirar coisas incomuns; o nariz torto, a pintinha perto da boca que ela sempre dizia ser sua, a boca avermelhada, a respiração ofegante, as costas arranhadas. Ele abria os olhos e ela estava olhando, ele sorria, 'oi', e logo ela sentia suas mãos quentes em suas costas, e a cada centímetro do seu corpo que encostava no dele, era um pequeno choque elétrico, ela se olhava no espelho e se sentia tão bonita... Cada 'upa' no final de cada briga, cada manha, cada manhã, cada madrugada, ela na sacada esperando com o coração descompassado, como se tudo que fosse acontecer depois fosse inesperado e inédito, mesmo sendo um filme que ela sabia do início ou fim, de cor, era como se fosse sempre a primeira vez que ela o assistia. O primeiro cheiro do sábado, a primeira peça de roupa tirada, a cada música cantada ou pé do ouvido. Cartas indecifráveis, sem palavras complexas e com vários erros de ortografia, mas para ela eram as frases mais lindas que ela já tinha lido em toda sua vida, e olha que ela já tinha lido muitas coisas. A toalha no chão, as estrelas no céu, eles no meio. Nem viram o zepellin que passou, só escutaram o zeppelin que tocou, pois estavam de olhos fechados. Os programas de índio em meio ao ócio, ela sempre o puxava para longe da cidade, e qualquer pedaço de cerrado já era suficiente, e mesmo cansado ele a mimava. A história começou a ficar entediante. Fiquei retornando o filme apenas nas partes interessantes mas uma hora isso não satisfaz mais, queria cenas novas, mas os atores estavam cansados e não havia mais sintonia. Decidi pausar o filme, procurar outro mais animado, chega de romances. Volta e meia eu volto para assistir as melhores partes, mas isso não me satisfaz. Me dói quando filmes bons terminam, sem contar aquele sentimento de querer aquela história pra nossa vida, quem nunca quis um romance de cinema? 
Ah, sim, aquele roteiro é meu. 
Tenho muitos escritos aqui, e ainda escrevo vários, o ator disse que poderíamos gravar uma continuação, mas acredito que o preço que ele vai em cobrar vai ser alto. Enquanto isso eu fico aqui reprisando num ciclo sem fim, já que não posso gravar um filme novo, me contento assistindo, assistindo, revendo, relembrando o antigo.

terça-feira, 19 de julho de 2011

missu

É aquela coisa, tão eterna mas ao mesmo tempo tão fugaz. Ela tem sido confundida e hoje em dia qualquer colega ou aquela pessoa que bebeu um fim de semana com você já é amiga, e pior ainda, a melhor amizade. Talvez por isso ela acaba sendo tão frágil ultimamente, pois está se banalizando assim como o 'eu te amo', mas a amizade não é daquela 'vem rápido e vai embora rápido', já que amizade dificilmente é um processo, ela sim é a primeira vista, e não o amor. Ela realmente pode durar anos, ser firme. E para mim, toda amizade é eterna, por mais que o outro lado esteja longe, ou atravesse a calçada pra evitar de me dar oi, mas as lembranças e as fotos são eternas, e não me deixam esquecer. 
Sempre sofro com o fim de uma amizade, o que me deixa encabulada, já que deveria funcionar como uma vacina, cada decepção deveria agir como uma barreira, um anticorpos, mas para mim é ao contrário; cada queda machuca mais, como uma fruta que vai ficando cada vez mais despedaçada ao cair no chão. E a pergunta PORQUE? porque, porqueeeeeeeee? não para de gritar em nossa cabeça, o que eu fiz? e se eu tivesse dado mais atenção, engolido mais sapos? Mas você sabe no fundo que já fez tudo que podia, e até o que não devia, engoliu tanta coisa que está quase sufocando. A amizade dificilmente é recíproca, ambos sempre acham que fazem de tudo e não recebem na mesma intensidade. Mas como toda regra tem sua exceção, cada humano deve ser digno de pelo menos uma vez em sua vida achar um amigo que lhe caia bem. Uma amizade madura, que deixa passar as coisas bobas, com uma conversa aberta apenas entre eles mas fechada para o resto do mundo, o que é falado dali não sai! Então, a vida da um jeito de tirar essa pessoa de perto de você, ela não se afasta como as outras, não é sem motivo aparente, não é por que ela simplesmente quis, mas é de uma hora pra outra... ela precisa. Não sei o que dói mais; saber que foi por vontade própria o afastamento, ver sempre aquela pessoa com a qual você tinha tanta intimidade e não poder dar um abraço, cuidar, ajudar... Ou, as duas quererem estar perto, ajudando, dando um abraço, mas não poderem!



Amizade é a flor que foge do 'colhe o que planta', o fruto dela é a saudade...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O infinito foi pro abismo...

- Quando eu era criança, queria ser uma super-heroína. Teria o poder de ler mentes e ser invisível! Imagine só, eu poderia entrar no mercado e pegar quantos doces e salgadinhos eu quisesse!
- Bem, mas ai você seria a vilã da história... 
- Ser vilã não tem graça, acho que elas nem tem poder... Vilã tem poder? De qualquer jeito a mocinha vai sempre me vencer.
...Não vai?
- Vilã tem poder sim, ah se tem... e o bem não vence nada não.
***

- Não quero mais poder. Hoje grito, rolo e faço de tudo para que me vejam. Mas meu desejo de ser invisível infelizmente foi atendido. Não sei ler mentes, ainda bem, já que só de imaginar o que se passa por dentro de algumas me decepciono. 
Queria mesmo é uma heroína.
Uma boa dose.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Poemas guardados (não mais)

Para quer complicar, era só eu chamar
Vem pra cá!
Esse seu beijo doce, abraço quente
Manda embora o orgulho
Que não quer bem à ninguém
Só faz bem pro ego
Que de tanto ser ferido está cego
E precisa do orgulho pra se animar
Mas não quero mar agitado
Quero mar de maré baixa
E você é minha lua nova.

Rabiscos antigos digitalizados.

Uma parte de mim diz que estamos perdendo tempo, e me aconselha sair correndo, abraçar, gritar;
-Chega mais pra perto, de onde nunca devia ter saido.
Mas outra parte me diz que precisamos de um tempo, é.
Tempo para o coração se conflitar com a mente, tempo para observar os pensamentos aflitos.
Se tudo fosse somente sol... que coisa mais amena. Não quero tudo sempre igual. Se para ter um céu colorido por 7 tons é necessário tempestade, então ela que venha! Nem que nós a façamos em um copo.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Mais uma carta para a gaveta das que nunca serão entregues.



'Porque depois de tanta festa, muita zona e muita
bebedeira
Todo o brilho, glamour e moda
Todo o pandemônio e a loucura
Chega uma hora que tudo fica cinzento
E você fica olhando para o telefone no seu colo
Você espera, mas as pessoas nunca ligam de volta
É assim que a história se desenrola
Podemos fingir que os aviões na escuridão da noite
são como estrelas cadentes.'




Todas as coisas que diziam a nossa música; 'nós nunca estaremos em mundos separados', 'quando o sol brilhar nós brilharemos juntas', 'as pequenas coisas nunca estarão entre nós'... hoje me parecem tão vagas, momentâneas. 
Mas em meio dessas frases vazias, há uma jura de que seria tua amiga para sempre, e mesmo que eu não queira, eu sempre cumpro o que prometo.
Todos me perguntavam como eu conseguia estar ao teu lado por tanto tempo, que não temos nada em comum. Pobre deles, não tem a paciência para suportar defeitos, nunca conhecerão as qualidades mais profundas, escondidas. E quanta paciência eu tive, perseverança. 
É difícil se desprender de uma amizade tão antiga, por isso eu tentei não deixar todo esse tempo ter ido em vão, mas só joguei mais dele fora. 
A quase um ano atrás, eu deixei todo o orgulho que não tenho de lado. Tentei juntar todas nossas memórias, daquelas que congelamos num pedaço de papel, porém, são tantas, que não caberiam em um pedaço de metal. É, você não estava la, mas foi melhor... quando chegasse de mais uma festa superficial veria um presente tão intimista, pensei eu, todo aquele brilho, mesmo que tão glamouroso, cansa e é fútil, e esse presente, mesmo que tão simples, é verdadeiro.
Mas eu me enganei, são poucos os que veem o verdadeiro sentimento das coisas, são poucos os que não vivem para imagem, mas não lembram que quando morrerem não precisarão estar bonitos em seus caixões se não tiver ninguém para ir vê-los.
Me perguntava 'aonde eu errei?', sofrendo inutilmente por uma perca que nunca aceitei. Já achei meu erro, e dizem que consequentemente a aceitação viria. Mas ainda não veio...
Não fui a amiga que você queria ter. 
Não tenho os melhores sapatos, roupas e acessórios no meu guarda roupa, na verdade, nem os piores. Não posso ficar após as 23:00 fora de casa, portanto, não vou as festas mais badaladas. 
Não tenho um cabelo invejável (ele está BEM longe disso), nem um lustre pendurado no umbigo, ou lustres para perdurar na orelha. Não me maquio como uma palhaça, escondendo toda pouca beleza real que tenho. Não tenho o que mais parece uma espinha brilhante e inflamada no nariz, não ganho dinheiro a hora que eu quero de papai e mamãe, não deformo meu rosto com sorrisos para estar na roda dos mais populares, e inúteis. Não escuto uma música por seu ritmo ou por que todos a escutam, e sim por sua letra ou pelo o que ela me faz sentir.  
É, me desculpe por tantos erros.
Talvez um dia eu vire uma alienada, e terei muitos amigos.
Mas enquanto isso, eu quero ser eu, e continuar com poucos, bons, e verdadeiros.
Você vai estar sempre nessa lista, mas não estou mais na tua, faz tempo...




Mais jóias para sua caixa de ouro, menos ideias para sua massa cinzenta.

sábado, 17 de julho de 2010

re200volts


As pessoas são difíceis de serem compreendidas. Vivem dizendo que odeiam falsidade, em seus 'quem sou eu', em rodinhas de amigos, em público. Mas quando estão particularmente com seus confidentes difamam todos e mais um pouco... Mas sempre dizendo que querem a ausência de falsidade e nem começam por mudar elas mesmas. Eu sou uma pessoa que quer ser diferente, pode me enxergar como exagerada, chata, do contra, revoltadinha, que quer se aparecer, digam o que quiserem, não sei se é culpa dos astros ou da minha criação ou da minha mente inconstante, só sei que quero ser diferente, não no sentido de ser melhor do que os outros ou me destacar na multidão, quero ser diferente pro mundo, fazer algo que marque, mudar injustiças. Nem sempre isso faz você se destacar, sem importante ou popular, as pessoas nem notam, isso quando não te deixam de lado! Mas em fim, eu quero ser diferente pra relizar meu ego, de não ter vivido em vão. Então de tanto as pessoas dizerem desde que me entendo por gente, de que mentir é feio, de que falsidade é algo ruim, resolvi ser verdadeira. É, sou assim, 8 ou 80, tudo ou nada. E sabem o que descobri? As pessoas REALMENTE não gostam da verdade, não mesmo. Vai dizer que não gosta de alguém? Todo mundo vem dizendo que não é bem assim, que tem que guardar pra você, a que isso, depois ficam falando mal pelas costas e na frente da pessoa são os melhores amigos! Prefiro ser taxada como alguém com poucos amigos por causa da língua afiada, mas prefiro assim, eu não preciso disso, e não ta me fazendo nenhuma falta ter que ficar o dia inteiro com um sorriso falso deformando meu rosto pra pessoas que eu tenho mais é vontade de mandar tomar no cú. E os que vem reclamar dizendo que tem que amar tudo e todos,(mesmo que vc não ame, resumindo: ser falso) só digo uma coisa, odeio gente que quer se fazer de certinha. Você nasceu de uma boa fudida, todos nós viemos de uma porra e ninguém é nada mais que isso, então chega desse bla bla bla sobre amor ao próximo e o caralho a 4. Agora vou ser eu mesma, se não aguenta não vem encher o saco.

Quebre a rotina.

Hoje tive que chegar atrasada em casa depois do trabalho, e meu namorado estava aqui esperando sentado. Mas é que não pude evitar, tive que ir ver o pôr do sol depois de tanto tempo sem tempo, para parar e apreciá-lo, e nem foi por vontade própria, ele me chamou, lançou o tom mais alaranjado pra cima dos ipês que me acompanham no caminho de voltar para casa.
Desci correndo a avenida oposta, e chegando na última rua da cidade, sem prédios, sem nenhuma interferência, la estavam dois blocos enormes de concreto, aqueles que usam pra saneamento, aonde passa o esgoto, é. Perfeitos para eu subir e sentar. Encostei minha Jurema parceira de sempre e fiquei la com os olhos fixos, com o sol me cegando ,por pouco tempo, por que o sol se põe tão rapidamente que seus olhos podem captar! E aquilo me trouxe paz... o vento gelado cortando meu rosto e depois passando pelo campo de algo que parece ser trigo, com alguns orvalhos. Aquele vento levou embora minhas angústias, me devolveu a paz. E agradeço por conseguir me renovar com o que pra maioria é apenas, o fim de mais um dia de rotina.

Nem tão doce assim.

Num reino distante nasceu Branca de Neve,
Tinha lábios tão vermelhos quanto as rosas do jardim e pele branca como a neve.
Mas não se engane. Não há nada de meigo. Seus lábios são vermelhos por conta de sua ansiedade, sabem qual a melhor coisa pra ansiedade? morder.
Mas anseio pelo o que? A pior ansiedade é aquela por esperar algo que não existe, nunca chega, nunca vai chegar.
E sua pele além de branca como a neve, era fria como tal.
E não só a pele.
Não há nada de meigo no sorriso contido, é só pelo mistério de não lhes mostrar os dentes. Para ela mostrar algo além do superficial nos deixa vulneráveis.
Guarde tudo pra si mesma, pensava ela, até que a bruxa lhe deu a maçã com a poção da verdade, esperando que a Branca de Neve lhe contasse tudo que se passava pela mente dela, seus sentimentos, seus pensamentos, emoções.
E pra surpresa da bruxa não saiu nada da boca da princesa, apenas um suspiro, que ela deduziu ser de ausência, saudades. Ausência de sentimentos, pensamentos e emoções.
Tão vazia gelada e branca, como a neve.
Então, faz mais de um ano que a gente se conhece, nem parece.
Minha mãe diz que eu sou tão afobada, quero viver tudo agora, mas eu ainda tenho muito pela frente, mas não é assim, olha como o tempo passa rápido! Quero aproveitar cada segundo. E não que aproveitar cada segundo seja estar sempre em alguma festa ou sempre namorando, aproveitar cada segundo é estar sempre ciente de que este segundo, é o que faz a sua vida, é viver com toda máxima intensidade, nem que seja o choro, principalmente o sorriso. 
Ver beleza no que quase ninguém vê; como na inocência de uma criança brincando, lembrar que já fomos assim: o mundo era tão lindo, as pessoas nos chamavam de boneca o tempo todo e quando a gente chorava logo tinha alguém pra nos dar afago, e era tudo muito fácil.
E tentar resgatar, por que se antes era assim, por que não pode ser mais? 
Bom, esse é meu jeito de ver a vida, de aproveitá-la, não deixar passar em vão! Guardar o que é bom, tirar experiência do que não for, e seguir em frente.
Qual o seu jeito de se sentir bem?
Descobriu? Ponha em prática de agora em diante!

Nostalgia na tarde ociosa de domingo...

É tão estranho para mim lembrar das coisas, parece que elas não existiram, que foi um sonho, que as fotos são montagens e que me colocaram ali. Mas eu nunca estive ali. Talvez isso seja uma defesa do meu cérebro, sei lá, por que realmente não consigo viver sem tudo isso mas se ele me diz que eu nunca conheci tudo isso, não posso sentir falta! Mas ai tem algo meio estranho de explicar, quando vejo todas essas fotos me vem todos os sons do momento, as risadas, o som do ping pong na sala ao lado, as pessoas correndo e descendo as escadas, o som da coca cola de todos os dias abrindo, sendo dividida entre os copos... A sensação de estar lá, o frio, o descaso com as aulas, tudo isso volta, todos os sentidos se apuram e é como se estivesse lá novamente então tenho a prova. É, eu estive lá, eu já tive tudo isso, mas hoje não tenho mais! Saudades já é uma palavra pequena e banal para se dizer, apenas que sente sabe, eu amo sinto muito a falta de vocês.

questions

Eu preciso, sei lá, de um mar, de uma cachoeira, qualquer coisa que me traga paz. Poderia ter isso com apenas alguns passos, já que me olhando no espelho posso te ver pois você me traz paz, e é teu rosto que reflete em meus olhos mesmo não estando perto. Mas e quem é você? Me sinto tão distante mesmo o tendo dentro de mim, como se não fizesse parte da tua vida mas você da minha, você é a minha. Mesmo de depois de todo esse tempo achando que te conhecia completamente vem um dia e muda tudo, será que te conheço? Será que nunca te conheci? E o maior dilema e o que mais me embrulha o estômago e me come a pressão, será que um dia poderei te conhecer? Deixa eu ler teus pensamentos, deixa eu cuidar de você, pois assim, acredite, vou estar cuidando de mim. eu te amo

sábado, 17 de abril de 2010

nonsense.

Desde pequena eu fazia coisas diferentes, atrevo dizer estranhas. Como ficar sentada em frente ao pé de hibisco conversando horas com meu amigo imaginário, ou ter como bicho de estimação uma tartaruga, ok, tartaruga.Mas o estranho é que todos tentavam me convencer de que era uma manga coração-de-boi verde. Nunca acreditei neles.
 Um dia minha tartaruga fugiu, acho que ela saiu correndo. Receio que não gostava muito de mim por que ela era tão calada e eu sempre falei demais. Minha mãe disse que ela estava deixando meu quarto fedorento e então jogou ela fora... mas eu custo acreditar.
Meus pais me deram uma vez uma casinha de madeira. Fiquei feliz por que assim minhas vizinhas iam lá brincar comigo. Então, desde pequena o interesse já era o fundamento das amizades. Percebi isso depois que vendi minha casinha, pois tinha apenas o morador do pé de hibiscos para conversar.
Não sei por que, mas sou assim; Talvez por ter ganho um pacote de pessimismo de presente algum dia, ou, não sei. Mas não acredito em amizades eternas, em nada eterno.
 Sempre tentam me convencer que existe sim, ou as pessoas que convivem comigo ficam magoadas, mas eu não sou de guardar o que penso, 
nem se eu quiser.
Mas é fato. Claro, toda regra tem exceção, mas sinto náuseas quando vejo declarações com um te amo para sempre, até o fim da vida, até a morte... as pessoas mudam, certo? E isso já explica muita coisa sobre minha teoria. E por as pessoas mudarem, minhas amigas deixaram de gostar das minhas bonecas e agora gostam de carros e festas. E não tenho isso para oferecer, o desfecho da história foi uma baianinha sozinha.
Mas como eu disse que toda regra tem exceção; obrigada por estar até hoje (e sabe-se lá ate quando) ao meu lado, morador do pé de hibisco.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Tu me manques

Quando não se está sofrendo é muito mais fácil falar de dor. Aliás deve ser a única coisa que é melhor descrita sem estar vivendo-a.

Por que a dor cega, paralisa. A gente vira um vegetal , olhando pro céu que mais parece um teto acinzentado. Não se pode falar em dor e se esquecer da ausência de cores. Bom, definindo tão bem a dor podem deduzir que não a sinto. Exato. Então pra que falar de coisas ruins quando se está feliz? É um momento raro talvez, e deve ser vivido intensamente, sem pensar em nada, muito menos em dor. Mas como disse, a felicidade é um momento e estando feliz posso falar melhor sobre a dor. E quando esse momento passar terei registrado como era bom estar feliz, talvez me de forças.

Quando estamos tristes e um amigo vem dar conselhos nada muda por que a palavras são nulas e sem som, a gente pensa que não estão sentindo a nossa dor, falar é muito fácil. Revolta ou conformismo, não importa que caminho decidiu tomar, em qualquer um deles nada fará sentido.


‘Desprezando’ tanto os conselhos, vou dar um, de alguém que já sofreu.


Claro, na proporção de adolescente revoltada e sem causa, mas não importa se a dor foi de sentir fome, perder um filho assassinado, perder alguém que ama ou levar um pé na bunda. Dor é dor, e todos nós um dia já sentimos ou vamos sentir.


Dizem que para ser feliz precisa primeiramente amar, conhecer e estar de bem consigo mesmo. E só consegui entrar nesse estado de paz interior tomando uma solução drástica, me afastando de tudo que acreditava ser essencial, depois descobri que não era bem assim...


Fui para uma cidade loooonge, indo de perto da nascente do rio Moa ate o outro ponto extremo Arroio Chuí; outra cultura, pessoas tudo fora do que eu era acostumada. Sendo taxada no início de metida, esnobe, e o caralho a 4. Presa em casa por conta do medo da minha avó de algum dos 6 mil habitantes da cidade tentar me raptar. Me desesperar? Talvez, como sempre fazia. Mas dessa vez decidi agir diferente. Comecei a refletir, e me conhecer interiormente. Acabei descobrindo quais eram as coisas que eu realmente gostava; escutar minhas música prediletas me acabando de pular sozinha no quarto, ver o por do sol por de trás da araucárias e as casinhas com fumaça saindo das chaminés, pular a janela no meio da noite e ficar no frio e relento do sul debaixo de um pelego quentinho olhando a lua e escrevendo sobre minhas angústias, medos, desejos, sorrisos, lembranças...

Coisas simples começaram a me completar de maneira incrível. Na escola eu deixei a vergonha de lado e comentei com a colega nova sobre a camiseta de banda que pra minha sorte era minha predileta e falamos horas sobre os FabFour de Liverpool. Logo fiz mais amizades, minha vó confiava cada vez mais em mim e minha vida amorosa cheia de paqueras, fazer joguinho é o passatempo mais divertido das arianas!

Resumindo, eu me amei e o resto veio no pacote, sem esforço algum. E foi assim, naturalmente, ‘levando na boa’, que eu conheci as melhores pessoas que já tinha conhecido em toda minha vida em tão pouco tempo. Aprendi lições de vida do meu vô que nunca tinha conseguido arrancar dele em nenhuma das minhas visitas anuais.

Mas eu sabia que a hora de acordar chegaria, e veio mais rápido do que o previsto. Mas era outro sonho que me chamava, dessa vez no lugar que a 6 meses atrás eu vivia pesadelos...
Pouco antes de ir embora recebi um carinho incrível, bem, recebi carinho em todo tempo que estive lá. Fizeram coisas por mim que ‘amigos ‘ meus de anos jamais fariam!
Correr atrás de mim a festa inteira só pra me dar um ombro pra chorar e um sermão pra ir aproveitar a festa, estar a duas quadras de mim quando eu precisasse, rir muito no PL *-*, isso que a gente se falava mais pela net do que pessoalmente(ate te fiz perder a aula hein, nunca vou esquecer), mas mesmo assim me ajudou como se me conhecesse desde a maternidade.

[te amo nunny]




Passar frio pra ir se trocar, dançar sem se preocupar com os julgadores cuidadores de vida de Sertão, depois chorar, e rir por ter chorado, e depois dormir entre farelos vencidas pelo cansaço. Fugir da escola e ir pra cachoeira, o nosso local sagrado, fazer um juramento, cair de bicicleta.

[te amo jéh]






Deitar no meio da rua, anjas de asfalto, guerra de bater boca, gelos, pipocas, quase ter que tomar injeção de glicose, PNW, a principal peça para a realização da minha festas surpresa de 15, ser alguém pra eu chamar de cux e me chamar de ham. Ainda bem que tive a chance de conhecer a menina por de trás da maquiagem de gatinho, fã de Misery Busines, tagarela: a guria meiga mas nem um pouco boba, forte, decidida, de personalidade marcante!

 [te amo leti]

Eai, valeu a pena SIM toda essa saudade que sinto agora, que é sinal de que tenho pessoas que são realmente importante para mim, que me ensinaram o que é amizade, o que é amor, o que deve realmente ser valorizado. E sempre que aqui surgem entre meu sonho eterno, pesadelos eu me lembro:


É, eu me lembro da paz interior, que pode ser difícil de conquistar, mas quando se sente ela fica dentro de ti pra sempre, talvez um pouco adormecida em algumas fases mas é só jogar um pouco de água que ela desperta.

Por isso, não baseie a tua felicidade em algo ou alguém. Elas –as coisas e pessoas- apodrecem, vão embora, queimam, quebram, vem com defeito, te dão prejuízo, acabam contigo e com a tua vida mas quando viu já era tarde, já tinha confiado no lojista e comprado.


Por isso, baseie a tua felicidade em algo que você mesmo criou, que esta ali dentro de ti e nada nem ninguém tira. Talvez Deus tenha sido invenção dos homens para se apoiarem e de tanta fé nele, se concretizou. É assim com o que tu quizer, com fé, será real, nem que seja só real para você. Por que é só pra você que importa, só no teu coração e na tua consciência precisa ser real.


Inventar algo para os outros dizem que é pecado, então tenho pra mim que inventar pra si mesmo é o perdão, a saída.

Citei só alguns nomes mas saibam que tem muitos outros que foram parte importante dessa história; Giovana, Beta, Tay[cu], Chailan, Gi[gomão], Kelinha, Gustavo, Yasmin, Peke, Carol, Josi, Mano, Gabriel’s, Renatinha, Érica, Coiso, Jean, Joara...


VALEU VIVENTES :D





quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

é natal é natal .

Grande coisa.
Eu sou católica mas creio que Natal não é necessario, muito pelo contrário.
Já que ser católica não tem mais nada a ver com o Natal... é comprar presentes e fazer a tal ceia.
Posso até arriscar de dizer que Natal é muita falsidade. Temos o ano inteiro, INTEIRO
e justo agora, nesse dia feliz que o comércio venera, todos são felizes, todo mundo ama todo mundo *--*, a humildade e a bondade reinam, pessoas sendo solidárias fazendo campanha pra arrecadar pras pessoas de baixa renda e tal. E tem ainda as que dizem 'queria que fosse Natal todo dia.' Desejando um mundo melhor. Aiai como é fácil falar e tocar o coraçãozinho das pessoas não é mesmo? Mas e todos esses que querem o Natal todos os dias e um mundo melhor, o que estão fazendo pra que isso se realize? Alguém ai ta cuidando do tempo que fica no banho, deixa de olhar com desprezo pra um morador de rua, plantou alguma árvore esse mês, disse eu te amo pros pais? Do céu, só cai chuva. Falar em cair chuva, o planeta tá ai dando seus sinais de que não é tão forte pra suportar tanta destruição, e ai você vê o estado dos seus parentes alagado, com revolta, botando a culpa em grandes países e até mesmo nas fabricas.
Ta fazendo alguma coisa pra melhorar? Se lembre de que é VOCÊ que consome, se fábricas existem são pra satisfazer o teu luxo. É você que depois o transforma em lixo. Pode parecer clichê, todo mundo vive dizendo isso mas pare pra pensar que se assim, é por que tem algum fundamento: cada um, faz sua parte.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

tão normal...

Desculpem se não sigo o padrão que vocês seguem. Mas por que me desculpo? Tanta pena eu tenho de gente tão comum.
O ser humano quer tanto viver pra sempre, e acho que por isso acabam virando robôs; faça isso, use isso, fale sobre isso, com essas pessoas. Escute essa música e frequente esses lugares, vista isso, calçe aquilo...
Ria das pessoas que falam coisas sem sentido, como eu. Agora ja pode passar por ali e você recebera seu numero e código de barras e será famoso se seguir as regras.
Não, não vou usar teus saltos nem suas maquiagens. Eu vou admirar o céu eu fumar em alguma grama com alguns amigos e meu amor do meu lado, isso que me faz feliz. Olhar o céu se pôr pode ser uma felicidade breve, porém intensa. Felicidade não pode se confundir da euforia em alguma festa e estar embriagado, isso não é felicidade, é a ideia falsa do que seria e no outro dia vem a sensação legítima de cansaço e abandono, cade a minha paz interior? ficou em algum shopping que passei por ai.
A minha ta aqui bem guardada, e estou muito bem com ela obrigada. Então não tentem me convencer que essa vidinha fútil é melhor que a minha.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

contradiz

Hoje nem o chocolate resolveu, é só mais um pedaço industrializado de cacau com conservantes e corantes.
pensando assim posso até comparar chocolate com pessoas...
mas isso é outra coisa para se refletir pra chegar na conclusão de que o mundo é muito errado.
hoje viajando dentro de mim (coisa que não posso fazer, sempre chega em um texto de desabafo enorme e sem sentido que daqui uns dias nem eu vou entender)
e mordendo uma azeitona e me sentindo enganada pela vendedora que disse não ter nenhuma daquelas coisas nauseantes dentro da empada, parei pra pensar o quanto as pessoas mentem, e não se sentem mal por isso depois, não carregam na conciência, não se sentem mal por não estar vivendo em um mundo que não é real.
o mundo real é trágico mas você pode pegar ele com suas mãos, e pode até enchergar no escuro, você pode sentir a dor e seus ossos encharcados.
sentir...
minha reflexição de hoje me levou a outro caminho:
liberdade.
sim, tudo a ver com sentir. Aprisionado você não sente nada além das causas do seu aprisionamento: medo, insegurança, baixa-estima.
Sentir é poder voar de asa delta, e sentir a liberdade, sentir e liberdade andam juntas.
e é tudo que me intriga e me faz querer viver, pra desvendar os segredos de sentir, as sensações, a magia...
e quando me vi presa em um sentimento que não sei mais viver sem, me desperei.
vê ali? -presa- vindo com o medo, medo de estar presa.
vindo com a ficha caindo de que a magia acabou.
ou não, vou ignorar a ideia dos demais, de que a magia sempre acaba, a nossa magia nunca acaba
nós nunca vamos morrer.
Eu de novo almejando coisas que são inevitáveis.
mas te digo que se for o caso das borboletas no estômago sumirem e os olhos brilharem a cada beijo, eu sei que tem outra coisa que vem no lugar. E vou fazer com que essa tal coisa não seja a vida sem graça e com rotina que deus me livre ter. Vou é fazer com que venha no lugar da magia a segurança e o aconchego. E sim não existe como ter essa rotina entre a gente por que nunca vamos conheçer totalmente  um ao outro, por que nem conheçemos direito a nos mesmos, sendo a sim a cada dia ou a cada fase existirá um novo assunto, uma nova coisa a ser descobertas e como disse, nós nunca morreremos.


nós faremos tudo isso, tudo
sozinhos. nós não precisamos de ninguém nem de nada
eu não sei direito como dizer, como me sinto.
aquelas três palavras são ditas demais, e elas não são o suficiente.
vamos passar o tempo perseguindo carros em volta de nossas cabeças;
eu preciso de sua graça´para encontrar a minha
esquecer do que nos falam antes que fiquemos muito consados
mostre-me um jardim que esta de abrindo para a vida
tudo que sou, tudo que eu sempre fui esta aqui em seus olhos perfeito, e eles são tudo que eu consigo ver.
eu não sei aonde, também estou confusa sobre como
apenas sei que estas coisas nunca mudarão para nós
se eu deitar aqui você deitaria comigo e esqueceria o mundo?

terça-feira, 27 de outubro de 2009

espelho

Assim como um vendedor que passa o dia planejando a vitrine para agradar os clientes e chamar atenção de quem passa. Alguém olhando fixamente, iludindo quem está na espera pois quem olha não admira nada mais que sua própria silhueta no reflexo do vidro. O que está por dentro talvez não importe, quase nunca importa. Passamos a vida nos aperfeiçoando interiormente, alguém olha, a gente se encanta, mas o egoísmo não ve nada mais que si próprio em seu espelho, quando tem muito mais coisas para serem vistas la no fundo, e você espera que esse alguém descubra o quanto amor há em você. Não me iludo, poucos sabem ver, muito mais poucos sabem sentir.

sábado, 22 de agosto de 2009

Confissões

"É só para lhe falar... Bem, um monte de coisas que estão guardadas aqui, que ninguém mais sabe nem precisa saber. Meu acontecimento mais pessoal e louco, e que poucos iriam entender. Talvez você seja a maioria que não irá compreender, mas mesmo assim, eu preciso tentar. É o seguinte: (ontem foi a última vez que isso aconteceu), eu vi um menino alto de cabelos cacheados, e sai correndo atrás dele para cumprimentar, afinal, fazia tempo que não via o Gabriel. Ham, Gabriel? Como assim? Ele não mora aqui Giulia, você não está em Sertão isso é impossível :) mas é muito real entende, cada pessoa que eu vejo eu comparo com alguém dai, e tantas memórias e informações, tantas pessoas de tantos lugares que já passaram na minha vida, demora até raciocinar da onde essa pessoa é, isso demora uns 30 segundos, e durante esses tempo minh'alma se enche de alegria e ilusão, aquela sensação de que seu amigo(a) que você não vê à anos está ali. Mas como eu disse, isso só dura 30 segundos. O que vem após isso, é um sentimento de inferioridade, desilusão, decepção comigo mesma... por que eu os fui abandonar? Por que eu deixei de manter contato assim como todos os outros amigos de todos os outros lugares? Se tivesse feito isso talvez não me sentisse tão enganada por mim mesma. Por essa sensação de tê-los aqui, essa sensação falsa e breve, que querendo ou não, que eu mesma crio. Sim, eu assumo que deixei de ter contato, assumo. Por que eu não quero e nem conseguiria viver em dois ou três lugares ao mesmo tempo, interagir com tantas pessoas entende? Mas cara quero que saiba (pense bem não há por que eu estar mentindo aqui) que antes de dormir eu faço QUESTÃO de pensar em tudo que já vivi e me recordo. Que todos os dias eu leio as cartas que vocês me mandaram com tanta ternura, aquele papel do dia que planejávamos nossa fuga juvenil e mirabolante. Que se cumpriu. Penso o quanto as amizades ai não estão tão forte quanto antes, mas ao mesmo tempo umas em compensação, a cada dia mais se concretizam. Talvez esteja entediada de tanto ler confissões de uma amiga ingrata, então pode parar por aqui e ler outro dia quando não tiver nada para fazer. Eu imagino meus planos e penso em alguém para executá-los comigo, e depois de ir anulando os nomes da lista acaba sobrando vocês. Eu podia ser que eu tinha vontade ai, por que acho que você já percebeu, eu acordava cada dia querendo ser e sentir coisas diferentes. Por que vocês me davam liberdade de diversidade. (Hum, refleti nessa frase por horas.) Davam-me liberdade de sentir e pensar no meu canto. Vocês me davam um abraço e um conselho sincero, não era com a intenção de dó ou curiosidade, pois na maioria das vezes nem pediam o que eu tinha, e é isso que eu gosto tanto. As coisas aqui são muito diferentes do que eu gosto tanto, acredite. Eu sinto falta de tudo ai, eu sinto sua falta, eu gostaria de poder trazer vocês para cá, ou até mesmo fazer mais parte da vida de vocês mesmo longe. Mas nem que vocês queiram, é muito mais complexo que isso... Tente entender e não levar à mal agora: Eu prefiro criar uma barreira, pois assim eu não me vou sentir dividida, mas se Giulia não vai até o Sul, o Sul está vindo até Giulia. Eu amo vocês. Foram um capítulo na minha vida, e como eu já disse, eu leio meu livro de recordações todos os dias antes de dormir. E ele ta dentro de mim e só eu posso ler. Mas quem sabe, quem me conhece, consegue ler pelos meus olhos, tantas memórias tantos lugares... Espero ter sido apenas uma página da vida de vocês, sem sentimentalismo ou inferioridade nesse desejo. Pois eu quero ter sido uma página muito importante. Eu te amo."